segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Gordo, Doente e Quase Morto / Fat, Sick and Nearly Dead







Joe Cross encontra-se 45 kgs acima do peso e sofrendo de uma doença auto-imune quando percebe que chegou a uma encruzilhada em sua vida. Ocorre-lhe que ele está "Gordo, Doente e Quase Morto" e empreende uma missão pessoal para reverter os hábitos alimentares e estilo de vida que até aí tinha vivido. Decide fazer um "Juice Fast", por 60 dias, substituindo a comida fast food que ele comia normalmente por nada além de suco de frutas e vegetais crus e orgânicos.

Ele embarca em sua viagem de 3.000 milhas por toda a América com um gerador e uma máquina de sumos em seu veículo e começa a sua experiência de beber apenas sumos de legumes e frutas frescas, por 60 dias. Durante sua viagem, ele pára e fala com mais de 500 norte-americanos sobre o que eles comem, estilo de vida em geral e os seus pensamentos sobre o experimento dele.

"Fat, Sick e Nearly Dead", o filme passou a inspirar milhões, e muitos agora seguem o programa do Joe, "Reinicie sua Vida". Um caminho para uma melhor saúde e bem-estar, incorporando  sucos verdes em sua vida diária.







Filme completo no youtube 

http://youtu.be/UT6PrbctPJ4


Site Oficial: http://www.fatsickandnearlydead.com/



domingo, 30 de dezembro de 2012

Alimentos fisicamente viciantes: chocolate, carne, queijo e açúcar


Vale a pena ver este vídeo!

O Dr. Neal Barnard expõe e explica (  num discurso pontuado de humor), a ciência por trás do poder viciante de certos alimentos. Força de vontade não é tudo: chocolate, queijo, carne e açúcar libertam substâncias opiáceas. Dr. Barnard também discute como a indústria, ajudada pelo governo, explora estes desejos naturais, levando-nos a comer cada vez mais alimentos insalubres. Uma dieta baseada em plantas é a solução para evitar muitos deste problemas. 
Neal Barnard é o fundador do Comitê de médicos para uma medicina responsável ( Physician Committee for Responsible Medicine (PCRM))









Cura e Detox: Vou perder peso com uma dieta crua?

 
A maioria das pessoas relatam a perda de peso na dieta crua, se começaram com excesso. No entanto, não existe um padrão definido de como isso funciona, pois os resultados são estritamente individualizados. Algumas pessoas começam a perder de imediato, outras demoram vários meses antes de perdas de peso significativas começarem. 

Pode ser útil saber que existem três tipos de peso que podem ser perdidos:

- a água, o que pode representar significativa perda de peso em um tempo relativamente curto
- musculares, que ocorrem por meio de atrofia por falta de uso, em geral, não atribuíveis a dieta; 
- gordura, que raramente é perdida a uma taxa superior a um quilo por semana. Se fosse para perder cinco quilos em uma semana, é provável que, no máximo, um dos quilos seria gordura e os outros quatro ou mais seria a perda de água.


Porque comemos o que não nos faz bem?









1.Estamos desnutridos. Comemos alimentos pobres em nutrientes, industrializados, embalados, que viajam quilómetros de distância, que levam pesticidas, etc... Estamos famintos por nutrientes essenciais para a manutenção da saúde. Reconecte-se aos alimentos naturais crus, frescos, maduros e orgânicos, que são ricos em vitaminas e minerais - FRUTAS E VEGETAIS CRUS

2. Fadiga - quando estamos cansados tentamos estimular nossa energia com energéticos e alimentos desnaturados e excitantes, que prejudicam muito nossa saúde. Quando estamos cansados, a nossa necessidade primária é descansar, e não nos alimentarmos com comidas. Até porque o alimento não será bem digerido quando estamos cansados. Comer quando estamos cansados só nos intoxica e nos leva à mais fadiga.

3. Falta de informação/conhecimento - temos a falsa ideia que não conseguimos todos os nutrientes que necessitamos comendo somente frutas e vegetais e algumas nozes e sementes.
A nutrição vinda de alimentos crus é infinitamente maior e melhor, no que refere à biodisponibilidade* de nutrientes em comparação a uma dieta baseada em alimentos cozidos e de origem animal. Os alimentos cozidos despendem muita energia para serem digeridos e nos enfraquecem, pouco a pouco, durante os anos da nossa vida. Como são agressivos ao organismo, fazem com que nosso corpo se utilize dos nossos "protectores" chamados leucócitos, causando a conhecida "leucocitose digestiva", um fenómeno no qual eles vão "atacar" e nos "defender" do nosso próprio alimento! Dessa forma gastando-os à toa e que, porventura, deveriam nos proteger de outros "invasores" mais relevantes.

4. Não estamos focados no presente - nós não estamos totalmente presentes quando comemos. Coma devagar, sem pressa, e pratique estar totalmente presente e consciente nesse momento, enquanto agradece pelo alimento que irá nutri-lo muito mais do que só alimentá-lo. Emane amor, gratidão e respire.

5. Vazio emocional - por vezes sentimos e acreditamos que estamos com fome quando na verdade não estamos verdadeiramente. Muitas vezes comemos para preencher algum vazio emocional. Opte por explorar e aceitar este vazio. Medite sobre ele, preste atenção a ele, e limpe-o de você

6. "Anestesia"/Fuga/negação- quando não queremos sentir uma emoção em particular, algo que nos incomode, nós simplesmente colocamos de lado estas emoções. Porém elas vão somatizando até um ponto que não aguentamos mais e colocamos tudo para fora através de acções, normalmente negativas, e muitas vezes contra nós mesmos. Faça o exercício de aceitar certos sentimentos, pensamentos, emoções que lhe incomodem. Aceite-os, sinta-os e liberte-os. Diga várias vezes "Liberto, liberto, liberto. Eu te amo, eu te amo, eu te amo meus sentimentos. Eu não sei como mas liberto vocês de mim. Eu não sei como isso acontece, como isso se manifesta, eu só sei que estou liberto de vocês"

7. Sociedade - nós nos sentimos socialmente obrigados a seguir padrões impostos de como, e o que devemos comer. Opte por entrar em contacto com seu ser interior, sentindo suas reais necessidades de qual alimento irá verdadeiramente lhe alimentar e lhe nutrir tanto fisica, quanto energéticamente. Afinal -somos energia, e quanto mais alimentos crus - que são cheios de vitalidade - ingerirmos, maior será nossa conexão com o Todo e mais energia teremos para desfrutar desta maravilhosa vida.

8. Estamos fora de forma - nós não estamos fisicamente em forma, e com isso ficamos à mercê de todas as drogas deste mundo. Um corpo intoxicado, viciado e sedentário tem toda probabilidade de continuar mais intoxicado e mais sedentário. Opte por manter-se em forma - um corpo equilibrado, forte e flexível, tende a querer manter-se sempre bem, e acaba por lhe proporcionar a verdadeira fome que irá lhe ajudar nesta "manutenção" da saúde.


Adaptado do livro "Alimentação Inteligente" , de Malu Paes Leme


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Porque Biológico?


A- Alimentos mais nutritivos e saborosos

Os solos balanceados e fertilizados com adubos naturais produzem alimentos mais nutritivos. A comida fica mais saborosa, conservando as propriedades naturais dos alimentos, como vitaminas, sais minerais, carboidratos e proteínas. Um alimento biológico não contêm substâncias tóxicas nocivas à saúde. Em solos equilibrados, as plantas crescem mais saudáveis e mantém as suas características originais, como aroma, cor e sabor.

B - Saúde garantida

Os pesticidas estão associados a problemas de saúde como cancro, asma, e alergia. Um relatório da Academia Americana de Ciências, publicado em 1982, calculou em 1,4 milhão/ano o número de novos casos de cancro provocados por agrotóxicos. Além disso, os alimentos de origem animal estão contaminados pela acção dos perigosos coquetéis de antibióticos, hormônios e outros medicamentos, que são aplicados na pecuária convencional, quer o animal esteja doente quer não. Consumindo biológicos, protegemos nossa saúde e a saúde dos nossos familiares com a garantia adicional de não estarmos consumindo alimentos geneticamente modificados (transgénicos)

C - Protecção às futuras gerações 

As crianças são os alvos mais vulneráveis da agricultura com agrotóxicos. Segundo um relatório do Environmental Working Group (Grupo de Trabalho Ambiental), quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima de agrotóxicos que seria permitida para uma vida inteira. Por isso, à agricultura biológica cumpre a tarefa de deixar para as gerações futuras um planeta reconstruído e livre de doenças.

D - Amparo ao pequeno produtor

O trabalhador rural precisa ser preservado, tanto quanto a qualidade dos alimentos. Adquirindo produtos ecológicos, contribuímos para a redução da migração de famílias para as cidades e evitamos o êxodo rural. Além disso, ajudamos também a frear o envenenamento por agrotóxicos, situação que vitima cerca de 1 milhão de agricultores no mundo inteiro. Ao optar por produtos biológicos as pequenas propriedades poderão manter-se sem assumir dívidas pela compra de defensivos tóxicos.

E - Solos férteis

Uma das principais preocupações da agricultura biológica é com o solo. O mundo presencia uma grande perda de solo fértil pela erosão, devido ao uso inadequado de práticas agrícolas convencionais. Com a agricultura biológica é possível reverter esta situação.

F -Água pura

Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis de água e poluem os rios e lagos. Para evitar essas ameaças, a agricultura somente utiliza água limpa e sem poluentes na irrigação, originadas de poços artesianos controlados ou de minas. Dados da Agência de Protecção Ambiental Americana revelam que a acção de pesticidas causadores de cancro já está presente em mais de 50% da água dos Estados Unidos.

G - Biodiversidade

A perda das espécies é um dos principais problemas ambientais. A agricultura biológica preserva sementes por muitos anos e impede o desaparecimento de numerosas espécies, incentivando as culturas mistas e fortalecendo o ecossistema. Assim, a fauna permanece em equilíbrio e todos os seres permanecem em harmonia, graças à não utilização de agrotóxicos.

H - Redução do aquecimento global e economia de energia

O solo tratado com substâncias químicas libera uma quantidade enorme de gás carbónico, gás metano e gás nitroso. A agricultura e administração florestal sustentáveis podem eliminar 25% do aquecimento global. Actualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.

I - Custo social e ambiental

O alimento biológico não é, na realidade mais caro que o alimento convencional se considerarmos que, indirectamente, estaremos reduzindo nossas despesas com médicos e medicamentos e os custos com a recuperação ambiental.

J - Cidadania e responsabilidade Social

Consumindo produtos biológicos, você exercita seu papel social, contribuindo para a conservação e preservação do meio ambiente além de apoiar causas sociais relacionadas com a protecção do trabalhador e a eliminação da mão-de-obra infantil



Fonte: Malu Paes Leme "Alimentação Inteligente"



domingo, 23 de dezembro de 2012

Vitamina B12 
 
Quase todo profissional de nutrição e saúde no mundo mantém a noção de que as pessoas que não comem carne precisam suplementar suas dietas com uma fonte de vitamina B12. Mas a verdade é que a deficiência de vitamina B12 não é limitada a vegetarianos ou veganos; é comum entre pessoas que comem carne também - não porque eles não comem B12 o suficiente, mas porque não produzem e absorvem apropriadamente.

Em primeiro lugar, a vitamina B12 é um resíduo de uma bactéria que pode ser encontrada por fora e por dentro dos alimentos que comemos (tanto de origem animal, como vegetal). Segundo, B12 é também produzida no intestino e na mucosa dos humanos saudáveis.

Uma alegada, mas muito improvável terceira fonte de B12 pode ser as algas não aquecidas como a espirulina, chlorella, e outras criaturas (que não são plantas portanto não são consideradas veganas), e também as algas marinhas como a nori, wakane, dulse, kambu, etc. Embora estas substancias aparentemente contenham uma B12 activa para os humanos, elas também contem significantes quantidades de noncobalamim análogas de B12 que na verdade interferem com a absorção da verdadeira B12. A forma análoga dos registos da B12 nos resultados dos testes, mascarado como um nutriente humano, entretanto o corpo não consegue utiliza-la.

Dito isto, voltando às duas primeiras fontes de B12 mencionadas acima, se for verdade que alimentos das plantas e dos animais podem conter vitamina B12, e que nós a produzimos dentro dos nossos corpos, então como é que achamos deficiência da vitamina B12 em humanos? Segundo o Dr. Graham este é um assunto extremamente complicado mas, do ele existem quatro razões para este fenómeno:

1. Nossos produtos não contém mais vitamina  B12

Desde o inicio dos tempos, os humanos tem adquirido uma parte da vitamina B12 directamente das frutas e vegetais sem o saberem. Os cientistas só descobriram a vitamina B12 na década de 50, e desde então nossa produção de alimentos comercializados das plantas tem passado uma década destituída da vitamina B12.

Como isso aconteceu? Bem, as plantas sugam as vitaminas do solo através de suas raízes. A maioria das suas vitaminas são feitas de bactérias dos solos. Desde a invenção da agricultura moderna em 1942, quando a Bayer e outros produtores químicos começaram a redireccionar sobras de armas químicas da 2ª guerra mundial para o uso de pesticidas e fertilizantes, agricultores têm, inadvertidamente esterilizado as bactérias para fora do solo. A perda resultante da vitamina B12 dietética derivada das plantas é apenas uma das consequências involuntárias da "vida melhorada através da química", uma iniciativa que continua a devastar o equilíbrio da natureza em formas que estamos apenas a começar a compreender.

Dada esta perspectiva histórica é fácil compreender que as pesquisas nutricionais geralmente não encontram vitamina B12 em alimentos das plantas, já que pegam as suas amostras crescidas em solo morto. Porém plantas criadas organicamente e cultivadas em solos altamente adubados e ricos em matéria orgânica podem conter B12 suficiente e uma série de outros nutrientes não achados (ou achados em pequenas quantidades) em um produto industrial.

Quando adicionamos produtos químicos ao solo, destruímos não só as bactérias que produzem a vitamina B12 mas também a inteira pirâmide da vida do solo (que começa com a matéria orgânica, então fungos e bactérias, mas também inclui ácaros, colêmbolos e minhocas). A maioria dos solos de agricultura nos Estados Unidos contém apenas 1 a 2% de matéria orgânica, um nível que o classifica como biologicamente morto. A prática de plantio com produto químico e de não retomar nenhuma matéria orgânica ao solo, tem 60 anos agora. O grande alcance dos efeitos colaterais devastadores desta prática em todas as formas de vida na terra - e seus delicados ecossistemas - são muito numerosos para descrever aqui.

2. Nós lavamos nossos produtos

Há cem anos atrás, as pessoas tendiam a se banhar uma vez por semana, mais ou menos, em média, e não se preocupavam em lavar meticulosamente a superfície das suas frutas e vegetais como fazem hoje em dia. Isso em parte é porque as pessoas foram levadas a acreditar que os resíduos de pesticidas podem ser adequadamente retirados enxaguando e esfregando as partes externas dos seus produtos.

No passado, quando as pessoas comiam alface, aipo, cenoura, e outros vegetais frescos do solo, as partes do solo que se mantinham nos vegetais frequentemente continham  vitamina B12. Também obtinham nutrientes da sujeira carregada de bactérias que se acumulava perto dos pés das maçãs, pêssegos, pêras e outras frutas similares. Mas entre a química que aplicamos no solo, e o nosso obsessivo medo dos germes e bactérias, efectivamente eliminamos nossa fonte de nutriente também.

3. Não podemos absorver a B12 que comemos

Tanto as pessoas que comem carne, como veganos que comem plantes orgânicas de solos ricamente adubados, e que não lavam os seus produtos, devem conseguir o nutriente suficientemente.

Em ambos os casos a deficiência de B12 é frequentemente apenas um problema, se falta em você um químico chamado "factor intrínseco" que faz as pessoas serem incapazes de absorver a B12. Como isso ocorre? Parece que a produção do factor intrínsico é reduzido quando a gordura dietética aumenta. Médicos podem facilmente testar se uma pessoa tem a habilidade normal de absorver a B12. Para aqueles que não, nenhuma quantidade de vitamina na dieta ajudará. Portanto, tanto vegetarianos, como pessoas que comem carne, estão em risco da deficiência da B12.

4. Os padrões médicos da B12 são artificialmente altos.

Acontece que muitos alimentos refinados de amido são "enriquecidos" com uma forma sintética de vitamina B12. Quando médicos testam para padrões "normais" de B12, seus resultados são distorcidos para os níveis mais elevados pelo facto dessas pessoas comerem estes alimentos (cereais, pães, macarrão, biscoitos, bolos, etc) em uma base diária. Pessoas que comem uma dieta sem grãos, são suplementadas por essa pobre imitação de um nutriente natural frequentemente testado, aparecem com a quantidade de vitamina B12 em "baixa", mesmo que seus níveis sejam saudáveis e sejam totalmente desprovidos de sintomas. Isso ocorre por causa de seus níveis de B12 serem comparados as pessoas que consumiram suplementos de B12 em seus alimentos em quase toda refeição.


Fonte: texto adaptado do livro "The 80-10-10 diet", do Dr. Graham

sábado, 22 de dezembro de 2012

                    (o Mito da)   Proteína


     A necessidade de proteína tem sido grandemente exagerada pelas forças do marketing, e as funções da proteína tem sido representadas incorrectamente.
     A maioria das pessoas pensa que precisamos de grandes quantidades de proteína para energia, ou para nos proteger de ficarmos doentes. Nada poderia estar mais longe da verdade.
     A função primária da proteína é o crescimento, que é negligenciável em adultos, como também reparar ferimentos e repor as células gastas.
     Apesar da febre das campanhas publicitárias das indústrias da carne e lacticínios, humanos requerem quantidades extraordinariamente baixas de proteína. Muitos grupos oficiais, incluindo a World Health Organization, (OMS), sugerem que ingerir menos de 10% de nossas calorias diárias totais como proteína é o suficiente.
     O leite materno fornece em média aproximadamente 6% das calorias da proteína para crianças em crescimento. Essa deve ser uma ampla prova que adultos não necessitam mais proteínas por calorias do que isso, enquanto bebés em seus primeiros anos de vida, com sua extrema rápida taxa de crescimento, tem a maior necessidade de proteína por calorias que todos os humanos.
     Proteínas (mais precisamente aminoácidos) são os tijolos de construção das células vivas. Quando acabamos de crescer precisamos de pouquíssimos materiais crus do qual somos feitos.. Por exemplo, numa analogia, ao construir uma casa com tijolos você precisa de caminhões cheios de tijolos durante a fase de construção. Quando a casa está pronta, se os caminhões continuarem a entregar tijolos, você tem um problema entre as mãos. O mesmo é verdade para as proteínas na dieta humana: uma grande quantidade cria condições de emergência e mantém o corpo em uma constante estado de toxicidade.

10% de Proteína inclui uma vasta margem de segurança

     Em seu livro , The China Study, o professor T. Colin Campbell de bioquímica nutricional, emérito da renomada Universidade Cornell, afirma que precisamos de apenas 5-6% do total das nossas calorias vindas da proteína para repor a proteína que perdemos rotineiramente, e que "entre 9-10% de proteína tem sido recomendada nos últimos 50 anos a fim de se assegurar que as pessoas consigam pelo menos 5-6% do requisito normal".

     Em adição á margem de segurança, essa recomendação presume que as pessoas comam suas proteínas cozidas. Dado que o cozimento desarranja substancialmente a proteína e os outros nutrientes, podemos com segurança consumir bem menos proteínas vindas das plantas e ainda assim assegurar de se estar nutrido o suficiente.
     O facto de nossa necessidade proteica ser em dígitos simples (menos de 10%) geralmente surpreende as pessoas. A maioria de nós inconscientemente tornou-se uma presa da propaganda da indústria da carne que nos levou a acreditar o contrário. A publicidade influenciou nossa percepção da realidade tão amplamente que o conceito de "conseguir proteína suficiente" está incrustado na nossa cultura.

Atletas e fisioculturistas: 10% ainda é mais que suficiente

     Fisioculturistas tem à muito tempo consumido proteína e diminuído sua ingestão de carboidratos acreditando no erro que proteína dietética cria músculos. Na realidade apenas exercícios que envolvam pesos criam músculos. Quando carboidratos insuficientes são fornecidos, é verdade que a necessidade proteica aumenta, já que o corpo transforma proteína em carboidratos (um processo dispendioso de energia) e a utiliza como combustível. Isso, no entanto, não traz o resultado desejado.
     Em seus estudos extensivos sobre requerimentos de proteínas, o Institute of Medicine/Food e  Nutrition Board determinaram que nenhuma proteína adicional necessita ser acrescentada ao RDA para compensar a actividade física:
            "Existem pouquíssimas evidências que a actividade muscular aumenta a necessidade de proteína, excepto para a pequena quantidade requerida para o desenvolvimento dos músculos durante o condicionamento físico (Torun Et al,1977). Actividade vigorosa que leva ao suor profundo, tais como trabalho pesado e desportos, e a exposição ao calor aumentam a perda de nitrogénio da pele, mas com a aclimatização de um ambiente quente, a perda excessiva de pele (perda através da perspiração pela pele - DG) é reduzida e pode ser parcialmente compensada pela diminuição de excreção renal (WHO, 1985). Em visão da margem de segurança do RDA, nenhum incremento é adicionado para o trabalho ou treinamento."

     Fisioculturistas seguindo o programa 80-10-10 descobriram que, apenas fornecendo as calorias suficientes, provenientes de carboidratos, sua necessidade proteica diminui drásticamente, e sua energia para treinar e seu crescimento muscular ambos aumentam.


TODOS OS ALIMENTOS PROVENIENTES DAS PLANTAS CONTÉM PROTEÍNA





Todos os alimentos provenientes das plantas contém proteína, e até mesmo uma dieta apenas de arroz branco (não recomendado) você ainda acabaria com 8% de proteína para o dia! Mas seria o tipo certo de proteína?

Proteínas são moléculas complicadas feitas por simples blocos de construção reunidos (aminoácidos), juntos em uma cadeia (cadeia polipeptídica). Alguns 20 diferentes aminoácidos são usados para sintetizar a proteína, 8 ou 9 dos quais são designados "essenciais" (dependendo da fonte de informação. O termo "essencial" em nutrição significa que o nutriente em questão precisa ser comido ou consumido de outra forma, porque o corpo não consegue sintetiza-lo.


O COMPLETO MITO DA PROTEÍNA

     Na década de 1970, as pessoas geralmente se preocupavam em combinar proteínas assim: todos os aminoácidos essenciais estariam disponíveis a cada refeição. Pesquisas mais recentes determinaram que não é necessário, e de facto, o autor de "incomplete protein theory", Frances Moore Lappe, retratou 20 anos depois, afirmando estar completamente enganado. Realmente precisamos de todos os aminoácidos essênciais, mas não precisamos comê-los juntos, e também não a cada dia.


FONTES DE PROTEÍNA

     Proteína na dieta não é a única fonte para construir proteínas que precisamos. Ao invés disso, nossos corpos reciclam entre 100 a 300 gramas da nossa própria proteína todos os dias. Temos uma piscina de aminoácidos de onde construímos novas proteínas.
     Podemos facilmente alcançar nossos requerimentos proteicos em uma dieta vegana, sem nenhuma atenção particular focada em combinar proteína ou seccionar certos alimentos para cada refeição.


OS PERIGOS DE COMER MAIS QUE 10% DE PROTEÍNA

     Ao ouvir os proponentes da indústria de carne, uma pessoa deve achar que estamos em iminente perigo de doenças e morte se você não comer carne três vezes ao dia. A verdade é que comer carne é frequentemente a causa de todas as condições que nos ensinam a temer. Isso é surpreendente para a maioria das pessoas que foram ensinadas incorrectamente, que precisam de grandes quantidades de proteína a cada dia, e isso resulta numa grande parte da nossa saúde debilitada.

     Muita proteína na nossa dieta está associada com todos os problemas de saúde, incluindo sintomas como a obstipação e outras desordens digestivas que geralmente levam à toxemia (sangue e tecidos tóxicos) e eventualmente ao cancro. Disfunções auto-imunes, artrites e todas outras condições auto-imunes, envelhecimento precoce, funções danificadas do fígado, falha dos rins, osteoporose, e muitas outras condições patogénicas e degenerativas é o resultado de comer mais proteínas que precisamos.
     Em geral, alimentos hiper-proteicos são acidificantes, no corpo humano (até mesmo plantas que contém muita proteína tais como os legumes). Isso é porque os seus minerais predominantes são os minerais ácidos - cloro, fósforo e enxofre. Para manter a homeostase, o corpo contrabalanceia a acidez causada pelo excesso de consumo de proteína. Infelizmente o faz, em parte usando um precioso mineral alcalino - o cálcio da nossa corrente sanguínea. O corpo repõe o cálcio da corrente sanguínea, onde os níveis de cálcio precisam se manter relativamente constantes, removendo-os dos dentes e ossos, abrindo espaço para a osteoporose e a queda de dentes.
     Não é uma coincidência que as frutas e vegetais contenham apenas a quantidade certa de proteína para manter e construir o corpo humano. Nem é uma coincidência que os minerais fornecidos predominantemente são: cálcio, sódio, magnésio e potássio.

     Se você tem alguma dúvida sobre se essa baixa quantidade de proteína é saudável, ou se quiser indiscutíveis evidencias da toxicidade do alto consumo de proteínas, realmente recomendo que pegue numa cópia do maravilhoso livro do T.Colin Campbell. o The China Study. Dr. Campbell é um conhecido cientista nutricional, tendo dirigido o estudo mais compreensivo sobre saúde e nutrição já conduzido. Seu livro de enorme sucesso não deixará dúvidas que 5% de proteínas, exclusivamente de alimentos das plantas, é mais que suficiente.


PROTEÍNAS DAS FRUTAS E VEGETAIS APENAS

Em uma dieta de frutas e vegetais apenas, é provável que sua ingestão de proteina seja em torno de 5% das suas calorias ou um pouco a mais. Adicionando uma pequena quantidade de nozes e sementes em um pequeno aumento no percentual de ingestão de proteína. Por exemplo:

- uma refeição de 10 pêssegos (420 cal.) fornece 7g. de proteína

- uma refeição de 10 bananas (1085 cal.) fornece 12g. de proteína

- uma tigela de sopa feita de 3 tomates com 2 pepinos batidos no liquidificador fornece mais 7g. de proteína

- uma garrafa de sumo de laranja recém espremido oferece perto de 3,5g de proteína

- uma cabeça média de alface (quase 50 cal.) fornece perto de 5,5g. de proteína

- apesar de só termos comido 1.930 cal. até agora, a proteína total consumida é 35g. (acima de 6% de calorias )


DEFICIÊNCIA DE PROTEÍNA NÃO EXISTE

Em um folheto da Vegetarian Society of Colorado diz: " estudos em humanos que foram alimentados com apenas pão de trigo, ou batatas ou milho, mostraram que todos este alimentos provenientes de plantas, contém não apenas proteina suficiente, mas o bastante de todos os aminoácidos essenciais, para apoiar o crescimento e manutenção de adultos saudáveis"
     Em nações em desenvolvimento aonde não existe comida suficiente e as pessoas literalmente morrem de fome, condições de subnutrição por proteina/caloria conhecidas como o marasmo e kwashiorkor existem sim, mas isso não ocorre em paises em desenvolvimento. Os sintomas - emaciação extrema, lassidão e desperdício muscular - desaparecem igualmente com a introdução de alimentos hiper-calóricos ou hiper-lipídicos como também com o consumo de proteina concentrada, e ainda melhor com os hiper-calóricos. Deficiencia de proteina na verdade não é o caso desses problemas. É simplesmente uma falta de comida, uma severa crónica deficiencia de calorias, que faz as pessoas literalmente começarem a digerirem seus próprios tecidos musculares por combustível.
     Deficiência de proteína simplesmente  não é parte da nossa realidade.

Fonte: "The 80-10-10 diet", Dr. Graham

domingo, 16 de dezembro de 2012

                                     ANTES E DEPOIS


Freelee
http://www.thebananagirl.com/
http://www.30bananasaday.com/



Megan Elizabeth

 http://www.youtube.com/easytoberaw
 http://www.meganelizabeth.com/


 Julie Groenewald
 http://www.fruitarianforlife.com/



 Chris Randall
http://www.realrawresults.com/?title=Home






Victoria Arnstein

www.inspirawtion.com






 Drew McCall Brurke

 http://sexyrawfoodandfitness.com/

  




sábado, 1 de dezembro de 2012

Vou experimentar sintomas de desintoxicação comendo uma dieta crua?


A maioria das pessoas experimenta sintomas temporários e geralmente leves de desintoxicação no início da dieta crua, já que o corpo não está mais sendo sobrecarregado cada dia com resíduos tóxicos. Os sintomas aparecem porque o corpo se limpa e se cura naturalmente. O corpo é sábio e sempre vai eliminar as toxinas de uma forma que exige o mínimo de esforço e de modo a provocar o menor dano.  

Sintomas de desintoxicação que podem ocorrer variam desde cansaço, nariz escorrendo, problemas digestivos, problemas de pele, perda de peso, diminuição da pressão arterial e outros sinais de que o corpo está fazendo um ajuste saudável. Cada pessoa é única e, portanto, a duração de desintoxicação significativa irá variar, com base na vitalidade, saúde e ambiente e do grau de comprometimento com um estilo de vida saudável. Ela pode durar de dias a anos.  

Devemos lembrar também que estamos em um estado constante de intoxicação e desintoxicação. Nós absorvemos toxinas ambientais, e o corpo trabalha para eliminá-las. Nós ingerimos alimentos, mesmo do melhor tipo, e o corpo cria toxinas metabólicas, como resultado do seu metabolismo celular. Não se preocupe, no entanto, porque estamos equipados com todo um sistema eliminatório, composto de rins, um fígado, pulmões, intestinos e pele, para nos livrar destas toxinas.
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