quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Alimentos Acidificantes, Alcalinizantes e Ácidos

Os alimentos que consumimos podem ser divididos em 3 grandes grupos: acidificantes, alcalinizantes e ácidos. Os dois primeiros são definidos em função do efeito que tem sobre o corpo, enquanto o terceiro agrupa alimentos em função da sua característica, ou seja, sem considerar o efeito sobre o organismo.
Um alimento pode apresentar característica alcalinas, mas ter um efeito acidificante no organismo.
Os alimentos acidificantes o são para toda gente. Os alimentos ácidos podem ser acidificantes ou alcalinizantes conforme as capacidades orgânicas individuais.

Alimentos Acidificantes




São principalmente os alimentos ricos em proteínas, hidratos de carbono ou gorduras:
  • carne, aves, enchidos e fumados, extractos de carne, peixe, mariscos (mexilhão, camarão, etc)
  • ovos
  • queijos (os queijos fortes são mais ácidos que os suaves)
  • gorduras animais (banha, toucinho, etc)
  • óleos vegetais, sobretudo o de amendoim e os óleos refinados ou endurecidos (margarina)
  • cereais integrais ou não: trigo, aveia..., sobretudo milho-miúdo
  • pão, massas, flocos e outros alimentos á base de cereais
  • leguminosas:amendoim, soja, feijão branco, fava...
  • açúcar branco
  • doçaria:xarope, pastelaria, chocolate, bombom, compota, fruta cristalizada...
  • frutos oleaginosos: noz, avelã, pevide de abóbora, etc. (excepto amêndoa)
  • bebidas açucaradas industriais: refrigerantes à base de cola e outros
  • café, chá, cacau, vinho



Alimentos Alcalinizantes

Os alimentos alcalinizantes são ricos em bases, contêm poucas ou nenhumas substâncias ácidas e não produzem ácidos quando são utilizadas pelo organismo. Do mesmo modo que os alimentos acidificantes são acidificantes para toda gente, também os alcalinizantes o são para todos.
Os legumes verdes e coloridos são a fonte mais importante de bases para o organismo. A única excepção é o tomate, que é muito acidificante, quer cru, quer cozinhado.
  • batatas
  • legumes verdes, crus ou cozidos: saladas, alface, feijão verde, couve, etc.
  • legumes coloridos: cenouras, beterrabas, etc. (excepto tomate)
  • milho (em grão ou em papas)
  • leite, nata, manteiga
  • bananas
  • amêndoas, noz do Brasil
  • castanhas
  • frutos secos: tâmaras, uvas, (excepto os que têm gosto ácido: alperces, maçãs...)
  • águas minerais alcalinas
  • bebidas com puré de amêndoas
  • azeitonas pretas conservadas em azeite
  • abacate
  • azeite extraído a frio
  • açúcar integral

Alimentos ácidos



Tem designação de ácidos não pelo seu efeito, mas em função do seu sabor característico, que é ácido. O seu efeito alcalinizante ou acidificante depende das capacidades metabólicas do organismo onde penetram:
  • soro de leite, iogurte, leite coalhado, kéfir, etc
  • frutos não maduros (quanto mais verde é um fruto, mais ácido)
  • frutos ácidos: 
                  frutos pequenos: groselha, groselha-preta, framboesa, morango
                  citrinos: limão, laranja, tangerina, toranja
                  certas variedades de maçã, de cerejas, de ameixas, de alperces, etc.
  • frutos doces (sobretudos se comidos em excesso): melão, melancia, etc.
  • legumes ácidos: tomate, ruibarbo, azedas, agriões
  • chucrute, legumes lacto-fermentados
  • sumos de frutos, sumo de limão
  • mel
  • vinagre
Fonte: Aprenda a gerir o equilíbrio ácido-básico - Christopher Vasey

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Equiíbrio ácido-básico I

Como Adoece o Organismo?

O nosso organismo funciona melhor quando o meio interior, no seu conjunto, possui um pH de 7,39, portanto, ligeiramente alcalino. As variações normais deste pH são muito fracas: até 7,36 do lado da acidificação e até 7,42 do lado do alcalinização. Para além deste valores, o corpo encontra-se ou em acidose (6,36 até 7) ou em alcalose (de 7,42 a 7,8). Se estes limites forem ultrapassados, o corpo não pode funcionar e deixa de viver.


Quando se fala de um pH normal para o organismo, refere-se ao pH do sangue e, em menor extensão, ao do terreno, isto é, linfa, soros extracelulares( que rodeiam as células) e os intracelulares(no interior das células). Qualquer modificação do pH sanguíneo, mesmo mínima, é rapidamente corrigida e conduzida á medida ideal de 7,39, se não aparecem rapidamente perturbações físicas e modificações de consciência.



Quando o terreno se acidifica, o organismo pode adoecer de três maneiras diferentes:

A primeira está ligada á actividade das enzimas. Essas são os "pequenos operários" que se encontram na base das transformações bioquímicas das quais dependem o bom funcionamento dos órgãos. Mas as enzimas só podem trabalhar correctamente num ambiente de pH definido. Caso contrário, a sua atividade é perturbada e pode mesmo interromper-se completamente, á medida que enzimas mais numerosas vêm a sua actividade perturbada pela acidificação do terreno.

A segunda é devida á agressividade dos ácidos presentes em demasia nos tecidos. Com efeito, antes de serem neutralizados pelas bases, as ácidos irritam os órgãos com os quais estão em contacto. Daí resultam inflamações, por vezes muito dolorosas, mas também lesões ou a esclerose dos tecidos. Uma grande parte dos eczemas, urticárias, pruridos e vermelhidão da pele é devida á irritação causada pela acidez excessiva do suor. Os locais mais atingidos são: axilas, atrás dos joelhos, debaixo da pulseira do relógio, ou nos bebés, debaixo das fraldas.
Invisível aos nossos olhos, a agressão dos ácidos provoca dores articulares (artrite), dores nos nervos (nevrites) e dos intestinos (enterite, colite, ardor anal).
Estando os tecidos fragilizados pela acidez, uma infecção microbiana ou viral pode facilmente juntar-se ás perturbações já mencionadas, ainda mais por o sistema imunitário estar enfraquecido pela acção dos ácidos.

A terceira causa de doença por acção dos ácidos é devido ao facto de a pessoa que se acidifica inevitavelmente se desmineralizar, pois o corpo tem de ceder minerais básicos para neutralizar os ácidos. As consequências mais conhecidas da desmineralização são as que atacam o esqueleto e os dentes. Os ossos descalcificam-se e perdem sua resistência, fraturando-se com grande facilidade, perdem a densidade (osteoporose), inflamam-se ao nível das articulações (reumatismos), vão corroendo os discos inter-vertebrais (ciática), etc. Os dentes também se fragilizam ao desmineralizarem-se. Tornam-se sensíveis aos alimentos frios ou quentes, fissuram-se, desgastam-se ou cariam-se facilmente.
A fragilização por desmineralização enfraquece os cabelos, que se tornam baços e caem com demasiada abundância; as unhas partem-se e lascam-se ao menor choque; a pele seca-se, fissura-se e greta; as gengivas deformam-se, tornando-se sensíveis e sangram.
Para além das doenças já citadas, a acidificação do terreno conduz a uma grande fadiga, que se manifesta mesmo independentemente de qualquer esforço. A pessoa já não tem vontade nem entusiasmo para agir, cansa-se depressa e recupera com lentidão. Quanto a nervos, é sensível e irritável. Preocupa-se demais e dorme mal. Pode manifestar um estado depressivo. O efeito nocivo dos ácidos sobre os nervos explica-se facilmente, pois o minerais, como o magnésio, o cálcio e o potássio, de que o sistema nervoso tem necessidade para funcionar correctamente são justamente minerais alcalinos que o organismo vai buscar para neutralizar os ácidos.
As pessoas acidificadas são geralmente friorentas, hipotensas, e sujeitas a crises de hipoglicêmia.

Equilíbrio Ácido-Básico

Apesar da extrema diversidade de substâncias utilizadas para a construção e funcionamento do nosso organismo, é possível classificá-las em dois grandes grupos: Substâncias Básicas (alcalinas) e Substâncias ácidas. Para gozar de boa saúde necessitamos de ambas. Quando presentes em quantidades iguais, existe um equilíbrio ácido-básico.

Ácidos

Quimicamente, os ácidos são definidos como substâncias que libertam iões de hidrogênio (H) quando estão em solução na água.
Outra maneira de determinar se qualquer coisa á ácida ou não é analisando o seu teor em minerais. Com efeito os minerais podem ser divididos em minerais ácidos e minerais básicos. Os principais minerais ácidos são: enxofre, cloro, fósforo, flúor, iodo e silício.
Quando um corpo contém mais minerais ácidos que básicos, diz-se que é ácido.

Bases

Ao contrário das substâncias ácidas, as bases libertam muito pouco ou nenhum hidrogênio.
Os minerais básicos são o cálcio, o potássio, o magnésio, o sódio, o cobalto e o cobre.


Sistema de medida da acidez


Sendo a diferença entre um ácido e uma base a maior ou menor capacidade de libertar iões de hidrogênio, a unidade de medida do grau de acidez ou de alcalinidade é o PH, que significa o poder ou o potencial (p) para libertar iões de hidrogênio (H).
A escala de medida do pH vai de 0 a 14. O número 7 indica o equilíbrio entre os ácidos e as bases, logo ph neutro




Ácidos fortes e ácidos fracos

Independentemente do grau de acidez da escala do pH, os ácidos podem ter como característica serem fortes ou fracos.

Os ácidos fortes provêm principalmente das proteínas animais. Trata-se especialmente dos ácidos úrico, sulfúrico e fosfórico. A sua expulsão necessita de um trabalho importante de neutralização por parte do fígado e de um trabalho não menos importante por parte dos rins, que não podem eliminar mais do que uma quantidade bem definida de ácidos fortes por dia, acumulando o,excedente nos tecidos.

Os ácidos fracos são primordialmente de origem vegetal (hidratos de carbono e proteínas vegetais) tais como ácido cítrico, oxálico, pirúvico, etc... Os ácidos fracos são chamados voláteis, porque uma vez oxidados, são eliminados sob forma gasosa p+elos pulmões. Quando o organismo quer intensificar a eliminação dos ácidos voláteis basta-lhe aumentar as trocas respiratórias, ou seja, a amplitude dos movimentos torácicos.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Mãe dispensa quimioterapia e escolhe Cannabis para tratar o câncro de seu filho de 3 anos

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Hoje, Landon é uma criança saudável e feliz, graças ao tratamento baseado no óleo de maconha.

Sierra Riddle, mãe do pequeno Landon de apenas três anos de idade, mudou-se com sua família de Utah para o Colorado(estado que ano passado tornou legal o uso da maconha) após constatar que a quimioterapia de seu filho estava o fazendo sofrer, causando dor intensa, danos nos nervos e uma completa perda de apetite por 25 dias consecutivos.

london_reddle_2_charasO pequeno Landon Riddle em duas fases de seu tratamento. Fazendo quimioterapia (esq.) e após aderir ao óleo de maconha (dir.).
Sierra fez pesquisas sobre a maconha medicinal e se mudou para Colorado Springs, onde a leucemia de London foi tratada com formas líquidas tanto de THC quanto do composto não psicoativo da maconha, o CBD (Canabidiol). Estamos falando do Óleo de Maconha (Hemp Oil, RSO).

Com quatro semanas de tratamento com a maconha medicinal, Riddle disse que London não só recuperou o apetite e a energia, como o câncer também entrou em regressão – muitas pesquisas sérias já comprovaram a grande eficiência do CBD em deter a metástase em casos de câncer agressivo.
No entanto, Sierra se deparou com outro obstáculo: ela recebeu a visita de um assistente social dos Serviços Humanos do Colorado depois que um médico a denunciou por se recusar a tratar o filho com quimioterapia.
Ela disse: “Eles não estão apenas me obrigando a fazer algo contra a minha vontade de mãe, estão me forçando a deixar meu filho doente”.
Ao ser perguntada se os tratamentos com maconha medicinal estavam ajudando Landon, ela respondeu: “Sim, eles são cem vezes melhor. Eu quero dizer, um milhão de vezes melhor!”
Essa confiança da senhora Riddle na eficácia da maconha medicinal ressalta o crescente aumento em todo os EUA, onde crianças com doenças graves como o câncer estão começando a ser tratadas com maconha medicinal. Pais e mães como ela só querem o melhor para seus filhos e acabam por descobrir como a maconha funciona.
“Desde que ele começou a tomar o óleo, o níveo de suas plaquetas tem sido o de uma pessoa normal e os médicos não conseguem entender o por quê”, explica ela.
Na foto, London segura um cartas em que diz "Meu nome é London e eu não serei intimidado pela tóxica quimio ou asteroides".Na foto, London segura um cartas em que diz "Meu nome é London e eu não serei intimidado pela tóxica quimio ou asteroides".

Não entendem ou não querem entender? É evidente que a maconha tem ajudado o pequeno Landon, mas nem todos os médicos são adeptos da ganja como tratamento. Não por ignorância, mas por conservadorismo – afinal, não precisa ser gênio nem medico formado pra ver claramente os benefícios da maconha na vida do garoto.
Atualmente, Landon pode brincar com os amigos, ir a escola e levar uma vida completamente normal sem o peso do violento tratamento de quimioterapia. Dessa forma, London se junta à Vivian Wilson, Mykayla Comstock, David Sabach, Dahlia Bernhardt, Charlotte Figi  e milhares de outras crianças que se tratam com maconha hoje no mundo inteiro.
Legalizar o uso da maconha no tratamentos médicos é uma questão de respeito e dignidade. Está cada vez mais provado que não só adultos, mas crianças também podem se beneficiar com a maconha medicinal. Até mesmo animais começam a ser tratados com maconha. A proibição da cura é completamente incoerente e irracional, e cabe à todos nós continuarmos lutando contra essa loucura.

http://projetocharas.com/mae-dispensa-quimioterapia-e-escolhe-maconha-para-tratar-o-cancer-de-seu-filho-de-3-anos/

Produtos tóxicos em roupa infantil de marcas internacionais

Produtos nocivos à saúde foram encontrados pela Greenpeace. 



A associação ambientalista Greenpeace denunciou, esta terça-feira, ter encontrado produtos tóxicos nocivos à saúde em roupa infantil de várias marcas internacionais vendidas em 25 países, como a Adidas, a Burberry, a Disney, a Primark ou a Nike.
A organização analisou 82 peças para crianças, desde camisas a sapatos e fatos de banho, de um conjunto de marcas que também inclui a H&M, a Puma, a American Apparel, a GAP, a Uniglo ou a Li-Ning.

 De acordo com o relatório hoje apresentado, as análises da Greenpeace mostraram que 61% das peças continham nolilfenol, um grupo de químicos que causam perturbações hormonais, como avançou à agência de notícias espanhola Efe a responsável da campanha de tóxicos da Greenpeace Ásia oriental, Ann Lee.
A ambientalista acrescentou ainda que mais de 94% das peças analisadas continham ftalatos, utilizado habitualmente na indústria têxtil como suavizante e conhecido como uma substância tóxica que afeta o processo reprodutivo dos mamíferos.
Apesar do perigo que representa o contacto com estes químicos, desconhece-se, para já, qual é a consequência direta para uma criança que vista a roupa afetada.
Os produtos analisados pela Greenpeace foram adquiridos entre maio e junho do ano passado em lojas oficiais das marcas situadas em países como a Espanha, a Itália, os EUA, a Colômbia, o México e a Argentina, e foram fabricados em 12 Estados.


GREENPEACE QUER ELIMINAÇÃO DE QUÍMICOS TÓXICOS NO SETOR TÊXTIL



A organização ambientalista Greenpeace explicou, esta terça-feira, que as análises feitas a roupas infantis de várias marcas internacionais – que detetaram a presença de substâncias tóxicas – visam alterar as políticas do setor, eliminando o uso de químicos nocivos.

"O nosso principal objetivo é transformar o setor como um todo, [por isso], queremos a eliminação dessas substâncias e não simplesmente o controlo [da sua utilização] até um certo nível", afirmou à Lusa a responsável pela campanha ‘Detox’, Naida Haiama.
"As crianças são mais vulneráveis à presença de substâncias tóxicas do que os adultos, achamos chocante que esses produtos [roupas infantis] contenham tais substâncias", sublinhou Naida Haiama, sublinhando que a associação espera que "a pressão pública leve empresas e marcas importantes a eliminá-las".


H&M GARANTE QUE ROUPAS INFANTIS COM A MARCA CUMPREM REGRAS



A empresa sueca H&M garantiu, esta terça-feira, que a roupa de criança comercializada com a sua marca cumpre as regras da União Europeia no que respeita à presença de substâncias químicas classificadas como tóxicas.

Numa declaração hoje divulgada, a cadeia sueca salienta que "os níveis de PFC [compostos perfluorados] que a Greenpeace diz ter encontrado nos produtos da H&M testados, não violam quaisquer limites da União Europeia".
A H&M pediu a um laboratório independente para testar os mesmos produtos e "foram encontrados níveis mais baixos da substância".
A multinacional de moda, que tem várias lojas em Portugal, acrescenta que proibiu a utilização de PFC em todas as suas encomendas a partir de janeiro de 2013.

http://www.destakes.com/redir/20acd85a51d5b985248f312ecb4865c4


Água Aromatizada – Alternativa saudável aos refrigerantes

Ainda não estamos nem perto do Verão, mas achei essa ideia super interessante :)







As águas aromatizadas naturalmente são hidratantes, diuréticas, favorecem a eliminação de toxinas, e permitem os mais extraordinários sabores. São tão lindas que enfeitam a mesa e agradam os olhos e o paladar.

Dicas na preparação de águas aromatizadas:

 Sempre utilize água filtrada ou mineral bem gelada, pode adicionar alguns cubinhos de gelo. 


  • 2 ou mais galhinhos da erva de sua preferência (hortelã, alecrim, manjericão, capim limão, etc). Pode  misturar várias.
  • Rodelas de limão, laranja, estrelinhas de carambola, sementes de romã. Pode usar cascas em espirais para decorar, desde que sejam orgânicas.
  • Especiarias como gengibre, cravo, anis-estrelado ou canela em pau. Experimente água com mel, manjericão e nozes.
  • Pétalas de rosas (sem agrotóxicos) com umas gotinhas de água de rosas (encontrada em lojas árabes e supermercados)
  • Crie sua própria água misturando alguns dos itens acima: laranjas ou limões com cravos espetados. Misture ervas de sua preferência. Fica lindo numa jarra de vidro transparente.
  • Outra idéia é colocar pedacinhos de ervas ou especiarias dentro da água que vai fazer o gelo, combinando com o sabor que escolheu. Um pouco de licor de menta na água do gelo também vai dar um efeito bem especial.


http://www.coletivoverde.com.br/agua-aromatizada/

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Ataque dos Medíocres

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A incapacidade para criar e apreciar a excelência, ou seja, a mediocridade, é necessária para a estabilidade social: um mundo de génios seria ingovernável. Todavia, possui também uma vertente maligna que procura destruir qualquer indivíduo que se destaque.

Quando surge um verdadeiro génio no mundo, podemos reconhecê-lo pelo seguinte sinal: todos os medíocres conspiram contra ele.” Foi assim que o médico, aventureiro e escritor irlandês Jonathan Swift (1667–1745), autor de As Viagens de Gulliver, resumiu a eterna tensão entre excelência e mediocridade, duas características da psicologia humana que exercem grande influência no funcionamento da sociedade. Cada uma se rege pelas suas próprias leis e ambas são necessárias: uma promove o progresso, a outra assegura a estabilidade social.

Aspirar a ultrapassar-se a si próprio, quer através da própria criatividade, quer apoiando e admirando indivíduos notáveis, constitui uma qualidade intrínseca de um ser humano são. Sem essa tendência natural, não desejaría­mos ser melhores como pessoas, nem aprender bem um ofício; não existiria progresso ou desenvolvimento, nem nada de novo à face da Terra. Viveríamos em cavernas.

Todavia, o valor oposto, a mediocridade, não é tão indesejável como pode parecer à primeira vista. De facto, desempenha uma função como parte de uma estratégia altamente evolutiva: proporciona o contraponto de estabilidade ao factor de mudança introduzido pelos génios (pensadores, artistas, inventores, investigadores...), que são, por definição, inovadores. Se todos fôssemos criadores geniais, o mundo seria um caos. Ninguém iria querer trabalhar nas fábricas, distribuir correio, lavar pratos nos restaurantes. No entanto, há uma variante de mediocridade maligna que tem como único objectivo prejudicar o talento alheio e quem se destaca pelos seus méritos.

Luís de Rivera, catedrático espanhol de psiquiatria, define a mediocridade como a incapacidade para valorizar, apreciar ou admirar a excelência, e distingue três graus. A mediocridade comum é a forma mais simples e inócua. Os seus sintomas são a hiper-adaptação, a falta de originalidade e uma normalidade tão absoluta que poderia ser considerada patológica: a chamada “normopatia”. Os que a manifestam não têm ponta de criatividade e não sabem distinguir a excelência, mas respeitam as indicações que lhes dão e são consumidores bons e obedientes. O conformismo permite que se sintam razoavelmente felizes.

O segundo tipo, a mediocridade pseudocriativa, acrescenta à anterior uma tendência pretensiosa para imitar os processos criativos normais. Enquanto o medíocre comum não se esforça para além do mínimo exigível, o pseudocriativo sente necessidade de aparentar e ostentar poder. A imagem é tudo para ele, mas, como não distingue o belo do feio, o bom do mau, não mostra inclinação para favorecer progressos de qualquer tipo e incentiva as manobras repetitivas e imitativas.

Aqueles que se enquadram na síndrome da mediocridade inoperante activa (MIA) formam o terceiro grupo. Trata-se do mais prejudicial e agressivo, pelo que encaixa no perfil da maioria dos praticantes de assédio. Enquanto as categorias anteriores são simplesmente incapazes de reconhecer o génio, os MIA também se propõem destruí-lo por todos os meios ao seu alcance. O indivíduo afectado por esta síndrome desenvolve uma grande actividade que não é criativa nem produtiva, e possui um enorme desejo de notoriedade e influência. Por isso, tende a infiltrar-se em organizações complexas, nomeadamente as que já se encontram minadas por formas menores de mediocridade, com o objectivo de entorpecer ou aniquilar o progresso dos indivíduos brilhantes.
Conspiração de néscios

Foi o espírito MIA que esteve por detrás da morte do filósofo grego Sócrates, dos crimes da Inquisição, da perseguição das elites intelectuais pelas ditaduras, do exílio de Freud e de Einstein e de incontáveis outros judeus, da queima de livros, da marginalização e absoluta pobreza em que morreram tantos artistas, da censura, do assédio e do abandono que vitimaram personalidades notáveis de todas as épocas e cantos do mundo.

Se o ser humano, como defendia o psicólogo norte-americano Abraham Maslow, tem inclinação para a excelência por natureza, então é preciso analisar o papel desempenhado pela cultura e pela educação. “Será possível que estejamos condicionados por uma espécie de selecção cultural que nos condena à imbecilidade?”, questiona o escritor italiano Pino Aprile no seu livro Elogio do Imbecil. Conclui que sim e que existe uma razão para todos os sistemas sociais advogarem a mediania: “A inteligência é como a areia que se introduz nas engrenagens: pode obstruir os mecanismos.” O génio é subversivo, não apenas por discutir a norma em vez de a aplicar, mas também por blo­quear, através da sua actuação, o percurso habitual de qualquer sistema burocrático. Por isso, segundo o autor, “o poder de uma organização social humana será tanto maior quanto maior for a quantidade de inteligência que conseguiu destruir”.

Há sistemas políticos que o fazem de uma forma mais óbvia do que outros. No Camboja de Pol Pot, os khmers vermelhos matavam qualquer indivíduo que não tivesse calos nas mãos, sinal de que poderia ser um intelectual e pensar pela própria cabeça. Outras culturas gabam-se de fomentar o individualismo e a meritocracia, mito que os Estados Unidos, por exemplo, sempre procuraram vender. Era também o ideal do liberalismo inglês do século XIX: se uma única pessoa quiser empreender algo diferente do que fazem os restantes mortais, tem o mesmo direito de escolher o caminho do que o conjunto maioritário, dizia o filósofo inglês John Stuart Mill, na obra Sobre a Liberdade.

Todavia, o mais frequente é que a imposição da mediocridade e a perseguição da excelência continuem a ser exercidas de forma insidiosa e subtil nas sociedades democráticas, e isso desde a mais tenra infância. O indivíduo me­díocre representa uma jóia para o sistema, pois é o consumidor ideal, fácil de manipular, e não questiona a autoridade nem as normas.

Talvez por esse motivo, o modelo educativo dominante não se dá geralmente ao trabalho de fomentar a excelência, a criatividade ou a iniciativa. As crianças usam o mesmo uniforme, preenchem as mesmas fichas e quase não tomam apontamentos; acompanham a lição num livro, igual para todos. Não interessa se uma delas é óptima a matemática e odeia línguas, ou se tem talento para desenhar mas não se interessa por álgebra. Têm todas de fazer o mesmo: adaptar-se sem se destacar demasiado, não causar conflitos. O que se espera delas é que sejam “normais”.

A excepção finlandesa

Chama a atenção, como caso isolado, um discreto país nórdico em que quase não existe insucesso escolar. Na Finlândia, ser brilhante não é excepção. Os jovens concluem o ensino secundário com notas excelentes, a saber falar duas ou três línguas e com um saudável interesse pela leitura. De facto, é o país europeu com maior índice de consumo de livros e lidera a lista, na categoria de excelência educativa, do programa PISA para a avaliação internacional dos resultados dos estudantes da OCDE. Motivos? Para começar, a profissão de professor possui grande prestígio social; é um dos cursos universitários mais difíceis e que mais requisitos exige aos candidatos. Apenas os melhores conseguem chegar a dar aulas, e o método de ensino nada tem a ver com o que conhecemos: dá-se prioridade ao ensino individualizado e à liberdade criativa, e os alunos têm verdadeiro poder de decisão na escola, onde abundam as reuniões e os debates.

E na esfera laboral? Já houve quem tentasse explicar a forma como a mediocridade se impõe no trabalho através de uma série de princípios destinados a impedir a eficiência. Cyril Northcote Parkinson, historiador inglês com grande conhecimento do sistema burocrático britânico de meados do século XX e autor do livro A Lei de Parkinson, afirmava que “a tarefa a ser efectuada será insuflada de importância e complexidade na proporção directa do tempo disponível”. Na opinião deste observador da realidade social, o número de horas consagrado ao desempenho de uma actividade nada tem a ver com a qualidade do resultado (Paul McCartney corroborou o facto ao assegurar que os Beatles nunca investiram mais de duas horas a compor qualquer dos seus temas). Segundo Parkinson, quanto mais tempo alguém tiver para executar uma tarefa, mais irá demorar a fazê-la. Propôs mesmo uma equação para cacular o ritmo de crescimento da burocracia.

“O incompetente procura ocultar a própria incompetência através do aumento das suas competências”, assinalava Parkinson, que descreveu a forma como os chefes gostam de multiplicar o número de subordinados, pelo que contratam pessoas para dividir as tarefas, e como os funcionários arranjam sempre trabalho para os colegas. Isso significa que o resultado de determinada incumbência será o mesmo, quer seja feita por uma ou cinco pessoas, embora o processo, no segundo caso, seja mais longo e complexo: no prazo de dez dias, B tem de fazer aquilo de que encarregou A, para depois ser revisto por C, pelo que necessita de se reunir com A; D e E terão de aprovar, mas não sem antes lerem os relatórios escritos por C e B, após as respectivas secretárias terem enviado cópias aos primeiros, a fim de que A possa finalmente assinar o que poderia ter escrito e rubricado desde o início, concluindo a tarefa em apenas um dia. Por exemplo...

Ascensão imparável?

Por sua vez, o pedagogo canadiano Laurence J. Peter (1919–1990) explicou o êxito profissional dos medíocres através do que denominou “princípio de Peter”: “Numa empresa ou organização, qualquer trabalhador tende a ascender até atingir o seu nível de incompetência.” Se nos promoverem devido aos nossos méritos, acabaremos por ocupar um cargo para o qual não temos competência e deixaremos de nos destacar (e de ascender), permanecendo enquistados no nosso nicho de mediocridade. Uma das consequências é que quem alcança o seu nível de incompetência poderá sentir-se tentado a boicotar os subordinados de forma a não serem promovidos (ou mesmo a serem despedidos); assim, acaba por agir como uma espécie de tampão involuntário para as próximas gerações. Os norte-americanos, que levam muito a sério a questão da eficiência, adiantaram algumas soluções, como a de premiar um bom trabalhador com um aumento salarial em vez de uma promoção. Todavia, parece que entram em jogo outros factores no complexo sistema da mediocridade.

De acordo com o princípio de Dilbert, “as empresas promovem sistematicamente os trabalhadores menos competentes a cargos directivos, a fim de limitar os danos que eles podem provocar”. O termo foi inventado por um economista nova-iorquino, Scott Adams, que é também autor da banda desenhada humorística protagonizada por Dilbert, um excelente engenheiro ao serviço de um chefe despótico. Os desenhos, publicados originalmente no Wall Street Journal, inspiraram posteriormente um livro e, para além do aspecto lúdico, demonstraram constituir um fiel reflexo da organização empresarial nos Estados Unidos (seguramente extensível a outros países). Numa entrevista à revista Funny Business, Adams explicava: “Muitas vezes, promove-se a pessoa menos competente apenas para afastá-la do verdadeiro trabalho. É preferível que se dedique a coisas simples, como pedir café ou gritar com os outros. Os programadores e os cirurgiões, pessoas verdadeiramente brilhantes, não costumam figurar no quadro de administração das empresas.”

A percentagem de medíocres é sempre maior do que a proporção de pessoas notáveis. O que aconteceria se fosse ao contrário e os criativos dominassem? Pois, ninguém vestiria de acordo com os ditames da moda, nem iria querer trabalhar nas fábricas que materializam os inventos dos inventores; haveria frequentes revoluções políticas, os departamentos dos organismos públicos estariam vazios e não haveria best-sellers. Em Ao Farol, de Virginia Woolf, uma das personagens interroga-se se o mundo seria diferente se Shakespeare não tivesse existido, e conclui: “Provavelmente, não. Talvez o bem geral exija a existência de uma massa de servos. O condutor do metro, esse sim, é uma necessidade eterna.”

Em busca de um ideal

Nesse caso, estará a excelência reservada a uma pequena minoria? Se definirmos a mediocridade, não pelas suas conquistas, mas como sendo uma atitude (a incapacidade de valorizar a excelência), então também poderíamos definir o oposto nos mesmos termos. Isto é, uma pessoa excelente é aquela capaz de reconhecer e apreciar o bom, o notável, o brilhante, o belo ou o original, quer seja ou não artífice do objecto apreciado. Não é preciso ser Aristóteles, Dalí ou Einstein; a excelência também está presente nos que sabem admirar o talento dos outros e tomá-lo, subtilmente, por modelo.

Não depende das notas na escola, nem da classe socioeconómica, nem da profissão. Um humilde lavador de pratos pode pender para a excelência se for capaz de reconhecê-la e respeitá-la; nesse caso, terá bom gosto para se vestir, embora a roupa seja barata, e saberá escolher os amigos, distinguir um bom filme de um fraco e apreciar a beleza de um pôr-do-sol. Do mesmo modo, é possível que um rei, um líder político ou um multimilionário seja um medíocre, sem capacidade para distinguir o excepcional. Por muito dinheiro, fama ou poder que tenha, a decoração da sua casa não terá grande estilo, dificilmente saberá escolher pessoal bem preparado para o auxiliar e não conseguirá distinguir sozinho uma verdadeira obra de arte de uma variação oportunista sobre os temas da moda.

A procura da excelência implica uma tensão interior que faz o indivíduo suplantar-se, acelerando o seu desenvolvimento ou potenciando e admirando o progresso dos outros. O excelente é idealista, rebelde, aventureiro,  altruísta, incansável, mas pode também ser egocêntrico, insatisfeito, maníaco e viciado no trabalho, ou manifestar dificuldade em adaptar-se e socializar. Quando a pressão para nos ultrapassarmos a nós próprios é excessiva, conduz ao perfeccionismo. Quanto mais alguém tiver inclinação para a excelência, menos satisfeito estará consigo próprio, enquanto o medíocre raras vezes é vítima de uma sensação de fracasso e sente-se, geralmente, satisfeito com a vida que leva.

O filósofo inglês Bertrand Russell sabia, por experiência própria, como é difícil adaptar-se à “tirania da ignorância”; no livro A Conquista da Felicidade, aconselha os génios incompreen­di­dos a emigrarem para um lugar onde as suas ideias sejam mais bem recebidas, a fingirem aceitar os preconceitos e os costumes dominantes ou a tentarem que a sua independência de espírito não seja interpretada como uma provocação. Na realidade, por muito que custe admiti-lo, ser tomado por louco traz muito menos problemas.

L.G.R.

Os normais e os outros

A mediocridade e o seu oposto, a excelência, surgem ligadas a uma série de características contraditórias: a primeira costuma ter por aliados a inveja, a imitação, o conformismo, a adaptação, a tradição, a inércia e a rotina; a segunda é amiga da admiração, da criatividade, do inconformismo, da rebeldia, da inovação, da curiosidade e da iniciativa. Outros sete associados de uma e outra:

Instinto de sobrevivência – A prioridade do medíocre é sobreviver, custe o que custar. Mais vale ser parvo do que morto, como dizia o escritor escocês Robert-Louis Stevenson. É o oposto do instinto de suplantar, que procura alargar os horizontes, mesmo que se tenha de arriscar a vida. Será que Colombo pensava no risco que corria ao atravessar o oceano na sua frágil embarcação?

Terror do infinito – O medíocre não só não consegue imaginar o infinito, como sente naúseas só de pensar nisso. Em contrapartida, o excelente acolhe a espiritualidade e procura um sentido para a vida.

Egoísmo – Ao “salve-se quem puder” opõe-se o altruísmo do indivíduo excelente, que dá prioridade à ideia do progresso e ao bem da humanidade.

Normopatia – O medíocre receia e detesta sair dos carris, ser diferente. O excelente encoraja o individualismo para desenvolver as suas qualidades inatas.

Comodismo – Como se está bem no sofá a ver televisão! O oposto é o apelo da aventura: vou ficar na modorra quando há tanto por descobrir?

Materialismo – Ao “sou o que tenho” do medíocre contrapõe-se o idealismo, motor do génio.



Semear a discórdia

Eis como agem, em diferentes esferas sociais, os indivíduos com síndrome de mediocridade inoperante activa:

Na escola – As crianças agressivas que praticam o bullying ou assédio escolar costumam ser as mais ignorantes e menos aptas intelectualmente. Por sua vez, os professores medíocres esforçam-se por ridicularizar e destruir qualquer lampejo de genialidade entre os seus alunos.

No trabalho – Os responsáveis por mobbing ou assédio moral no trabalho (em Portugal, a Autoridade para as Condições do Trabalho recebeu 913 queixas entre 2005 e 2008, mas há milhares de casos responsáveis por muitas baixas laborais) são, geralmente, individíduos  afectados pela síndrome MIA.

No casal – Muitos agressores psicológicos que exercem violência de género são indivíduos medíocres e inseguros que se sentem ameaçados pelo que interpretam como uma superioridade do outro.

Na família – A “ovelha negra” é, muitas vezes, a única pessoa que tenta pensar por si própria e empreender um caminho diferente do esperado. Se um membro do clã manifestar a síndrome MIA, irá tornar-lhe a vida impossível.

Na religião – A Inquisição eliminou todos os génios que conseguiu encontrar. Muitas igrejas são, ainda hoje, dirigidas por uma elite de medíocres com poder que não entende os ensinamentos do seu fundador e as corrompe para justificar a perseguição dos infiéis.

Na política – O que se passa quando um líder faz bem o seu trabalho, pretende mudar o mundo e começa a falar de justiça e liberdade? A síndrome MIA entra em acção para destruí-lo, como aconteceu com Gandhi ou Martin Luther King. E no caso de ser o político a manifestar a síndrome? Hitler foi um bom exemplo.

Na arte – A excelência desperta o ódio virulento dos artistas medíocres que não conseguem alcançá-la. Salieri, por exemplo, pode ser considerado uma vítima da síndrome, pois vivia obcecado pelo génio de Mozart, apesar de ele próprio ter deixado uma obra que não desmerece.

Na ciência – De cada vez que um sábio descobre algo que contradiz o pensamento vigente, a elite científica dominante cai-lhe em cima. Galileu esteve prestes a arder por afirmar que a Terra se movia. Hoje, mesmo sem fogueiras, as coisas não são muito diferentes.

Na universidade – Tristemente, como disse um filósofo, “intervém ali a inveja dos medíocres e o jogo sujo dos mafiosos; a inveja e a corrupção são duas ­doenças que causam muitos danos na vida académica ou universitária”. O famoso governo dos sábios, na sua própria casa, não é imune à mediocracia.

 http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=534%3Ao-ataque-dos-mediocres&catid=24%3Aartigos&Itemid=104


Edward Hoffman: a importância da empatia

Edward Hoffman, Ph.D., é professor de psicologia na Yeshiva University, em Nova York, e autor de A Sabedoria de Carl Jung.
Edward-HoffmanVocê tem facilidade para detectar os sentimentos alheios? As pessoas dizem que você é um bom ouvinte? Por acaso já vivenciou as mudanças de humor de outros como se fossem suas? Em caso afirmativo, há grandes chances de você ser uma pessoa empática, e esse dom lhe será muito útil ao longo da vida. A psicologia moderna considera essa capacidade de se colocar no lugar do outro como algo vital para uma vida próspera e feliz. Além de revelar que esse traço atua como uma “cola” natural que mantém amizades, laços familiares e o amor romântico, ele aumenta as oportunidades de sucesso profissional. Faz sentido, pois, sem um grau de identificação com o outro, é pouco provável que você saiba o que agrada e o que incomoda seus clientes e colegas.
Tais achados apresentam uma perspectiva oposta à ideia que a mídia vem divulgando – de que todos nascemos com um “gene egoísta” dominante. A ciência evolutiva insiste que foram as emoções positivas inatas, como o altruísmo e a empatia, que viabilizaram a sobrevivência e a prosperidade da nossa espécie – e não a ganância e o egoísmo. Nenhum bebê sobreviveria sem a atenção e o cuidado de um adulto. E mais: o psicólogo austríaco Alfred Adler afirmou, há mais de 75 anos, que a empatia deve ser estimulada em crianças pelos pais e demais cuidadores ou permanecerá enfraquecida. Como você também pode adivinhar, filhos de pais que demonstram esse estado de espírito amigável (“Eu vejo que você está triste. O que aconteceu hoje na escola?”) são mais propensos a desenvolver tal virtude.
Muitas vezes, pessoas excessivamente empáticas comportam-se como “esponjas emocionais”, absorvendo e acumulando dentro de si sentimentos alheios, como a angústia. Pessoas assim optam, com frequência, por trabalhar na área da saúde e devem aprender a cultivar a resiliência. Existem duas boas maneiras de fazê-lo: estabelecer limites claros na relação com familiares, colegas e clientes, e reservar diariamente um tempo para si a fim de recarregar as energias.
Entretanto, a maioria de nós tem o problema oposto: não somos camaradas o suficiente e pagamos um preço alto por esse ponto fraco. Nossos relacionamentos sofrem. Pesquisas recentes vêm claramente vinculando satisfação amorosa a bons níveis de companheirismo entre os parceiros, quando as capacidades de entender o outro e de se fazer entender por ele andam de mãos dadas. Nossa vida espiritual também se beneficia de uma atitude assim. Não é à toa que o antigo Talmud judaico declarou que, “quando duas pessoas escutam uma a outra pacientemente, Deus as escuta também”. De fato, a lenda cabalística de Lamed-Vov – os 36 santos ocultos que amparam o mundo – enfatiza que a poderosa empatia dos santos ajuda a manter a humanidade viva com esperança, otimismo e perspectiva de crescimento. O psicólogo americano Carl Rogers, criador das técnicas modernas de aconselhamento, disse melhor: “Quando uma pessoa percebe que está sendo escutada, os olhos umedecem, como se estivessem chorando de alegria. É como se ela estivesse dizendo: ‘Graças a Deus, alguém me escutou. Alguém sabe como eu me sinto’ ”.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Se Yoga fosse remédio, seria o melhor do mundo, dizem cientistas



O Yoga é um prática profunda de transformação emocional e espiritual, produzindo benefícios que vão além das desordens psiquiátricas cobertas por este estudo - por exemplo, yoga para grávidas também reforça laços com o bebê.[Imagem: University of Michigan Health System]

Melhor remédio do mundo

É crescente o número de estudos científicos que comprovam benefícios da ioga para condições as mais diversas.

Como geralmente são estudos bastante específicos, voltados para determinadas condições, faltava um resumão, que pudesse avaliar todos esses resultados, colocá-los na mesma base metodológica, e verificar para quais condições a ioga é realmente útil e eficaz.

Foi o que fizeram Meera Balasubramaniam e seus colegas da Universidade Duke (EUA).

As conclusões foram muito claras.

"Se os benefícios do yoga pudessem ser colocados em um remédio, ele se tornaria a droga mais vendida no mundo inteiro," resume Meera.

Yoga para a mente

Esta revisão das pesquisas científicas na área centrou-se unicamente nos benefícios do yoga para desordens psiquiátricas.

Os pesquisadores analisaram mais de 100 estudos, mas selecionaram apenas 16 deles, considerados de alta qualidade e com experimentos controlados seguindo as melhores práticas científicas.

O estudo mostrou que o yoga tem efeitos positivos, mesmo na falta de tratamentos com os remédios tradicionais, sobre a depressão, problemas de sono, esquizofrenia e hiperatividade (TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, ou ADHD na sigla em inglês).

Foram confirmados benefícios do yoga para todas as doenças mentais incluídas na revisão, exceto para desordens alimentares, como bulimia e problemas cognitivos, cujos indícios se mostraram fracos ou conflitantes.

Prioridade global

Os cientistas deram destaque a estudos fisiológicos, nos quais foram acompanhados os chamados biomarcadores, mostrando que o yoga influencia elementos da biologia do corpo humano, gerando benefícios comparáveis aos da psicoterapia e dos antidepressivos - mas sem os efeitos colaterais destes últimos.

Segundo os cientistas, a prática do yoga afeta neurotransmissores, estresse oxidativo, inflamação, lipídios, fatores de crescimento e mensageiros secundários.

"A busca por melhores tratamentos, sobretudo aqueles não baseados em medicamentos, para atender às necessidades totais dos pacientes, é de importância extraordinária, e nós recomendamos que mais pesquisas sobre yoga sejam consideradas uma prioridade global," concluem os autores.

NOTA: o texto original foi tirado do site abaixo, mas não me contive e modifiquei o termo "a ioga", por "yoga".

Fonte:
Diário da Saúde - www.diariodasaude.com.br
URL:http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=ioga-melhor-remedio-do-mundo&id=8527

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Celebridades ao "natural"

Afinal elas não são assim tão diferentes de nós! 


Jennifer Love Hewitt
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Tamara Ecclestone
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Scarlett Johansen

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Lauren Conrad

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Kate Moss
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5 posturas de yoga para combater o stress

Para relaxar e não ficar doente com o stress do cotidiano, a professora Thais Faleiros ensina cinco posturas de yoga

Estas é a postura da vaca. Note que quadril e joelhos estão alinhados, assim como os ombros e os punhos. Mantendo esta linha reta entre quadril e joelhos, ombros e punhos, olhe para baixo, com a coluna paralela ao chão. Movimente a coluna para baixo, abrindo o peito e subindo a cabeça enquanto inspira (foto1). Em seguida, leve a coluna para cima,contraindo o abdômen e soltando a cabeça ao expirar (foto 2). Faça este movimento dez vezes, lembrando-se, sempre, de sincronizar a respiração



Esta é a postura do gato. Note que quadril e joelhos estão alinhados, assim como os ombros e os punhos. Mantendo esta linha reta entre quadril e joelhos, ombros e punhos, olhe para baixo, com a coluna paralela ao chão. Movimente a coluna para baixo, abrindo o peito e subindo a cabeça enquanto inspira (foto1). Em seguida, leve a coluna para cima,contraindo o abdômen e soltando a cabeça ao expirar (foto 2). Faça este movimento dez vezes, lembrando-se, sempre, de sincronizar a respiração.

É a postura conhecida como “cachorro olhando para baixo”. Punhos e ombros alinhados, apoie as mãos no chão, pressionando-as contra o tapete. Mantenha os pés no chão e projete o cóccix em direçãoao teto. Fique nesta postura de cinco a dez respirações

Na “postura da pinça”, estique as pernas bem firmes e contraia as coxas. Projete o tronco para a frente, levando a barriga e o peito em direção aos joelhos. Estique a cabeça em direção aos pés. Relaxe a região lombar e fique assim por um minuto. A cada prática,aumente o tempo de permanência até chegar a três minutos

A “postura invertida sobre os ombros” pede que você se deite com as mãos ao lado dos quadris e eleve as pernas estendidas, tirando os quadris do solo e apoiando as mãos na altura dos rins. Mulheres no período menstrual e hipertensas, em vez do exercício, devem esticar as pernas em um ângulo de 90 graus junto à parede.

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