terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Equiíbrio ácido-básico I

Como Adoece o Organismo?

O nosso organismo funciona melhor quando o meio interior, no seu conjunto, possui um pH de 7,39, portanto, ligeiramente alcalino. As variações normais deste pH são muito fracas: até 7,36 do lado da acidificação e até 7,42 do lado do alcalinização. Para além deste valores, o corpo encontra-se ou em acidose (6,36 até 7) ou em alcalose (de 7,42 a 7,8). Se estes limites forem ultrapassados, o corpo não pode funcionar e deixa de viver.


Quando se fala de um pH normal para o organismo, refere-se ao pH do sangue e, em menor extensão, ao do terreno, isto é, linfa, soros extracelulares( que rodeiam as células) e os intracelulares(no interior das células). Qualquer modificação do pH sanguíneo, mesmo mínima, é rapidamente corrigida e conduzida á medida ideal de 7,39, se não aparecem rapidamente perturbações físicas e modificações de consciência.



Quando o terreno se acidifica, o organismo pode adoecer de três maneiras diferentes:

A primeira está ligada á actividade das enzimas. Essas são os "pequenos operários" que se encontram na base das transformações bioquímicas das quais dependem o bom funcionamento dos órgãos. Mas as enzimas só podem trabalhar correctamente num ambiente de pH definido. Caso contrário, a sua atividade é perturbada e pode mesmo interromper-se completamente, á medida que enzimas mais numerosas vêm a sua actividade perturbada pela acidificação do terreno.

A segunda é devida á agressividade dos ácidos presentes em demasia nos tecidos. Com efeito, antes de serem neutralizados pelas bases, as ácidos irritam os órgãos com os quais estão em contacto. Daí resultam inflamações, por vezes muito dolorosas, mas também lesões ou a esclerose dos tecidos. Uma grande parte dos eczemas, urticárias, pruridos e vermelhidão da pele é devida á irritação causada pela acidez excessiva do suor. Os locais mais atingidos são: axilas, atrás dos joelhos, debaixo da pulseira do relógio, ou nos bebés, debaixo das fraldas.
Invisível aos nossos olhos, a agressão dos ácidos provoca dores articulares (artrite), dores nos nervos (nevrites) e dos intestinos (enterite, colite, ardor anal).
Estando os tecidos fragilizados pela acidez, uma infecção microbiana ou viral pode facilmente juntar-se ás perturbações já mencionadas, ainda mais por o sistema imunitário estar enfraquecido pela acção dos ácidos.

A terceira causa de doença por acção dos ácidos é devido ao facto de a pessoa que se acidifica inevitavelmente se desmineralizar, pois o corpo tem de ceder minerais básicos para neutralizar os ácidos. As consequências mais conhecidas da desmineralização são as que atacam o esqueleto e os dentes. Os ossos descalcificam-se e perdem sua resistência, fraturando-se com grande facilidade, perdem a densidade (osteoporose), inflamam-se ao nível das articulações (reumatismos), vão corroendo os discos inter-vertebrais (ciática), etc. Os dentes também se fragilizam ao desmineralizarem-se. Tornam-se sensíveis aos alimentos frios ou quentes, fissuram-se, desgastam-se ou cariam-se facilmente.
A fragilização por desmineralização enfraquece os cabelos, que se tornam baços e caem com demasiada abundância; as unhas partem-se e lascam-se ao menor choque; a pele seca-se, fissura-se e greta; as gengivas deformam-se, tornando-se sensíveis e sangram.
Para além das doenças já citadas, a acidificação do terreno conduz a uma grande fadiga, que se manifesta mesmo independentemente de qualquer esforço. A pessoa já não tem vontade nem entusiasmo para agir, cansa-se depressa e recupera com lentidão. Quanto a nervos, é sensível e irritável. Preocupa-se demais e dorme mal. Pode manifestar um estado depressivo. O efeito nocivo dos ácidos sobre os nervos explica-se facilmente, pois o minerais, como o magnésio, o cálcio e o potássio, de que o sistema nervoso tem necessidade para funcionar correctamente são justamente minerais alcalinos que o organismo vai buscar para neutralizar os ácidos.
As pessoas acidificadas são geralmente friorentas, hipotensas, e sujeitas a crises de hipoglicêmia.

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